Arquivo para Composições Visuais/Musicais

Snow Patrol – It’s begining to get to me

to-me It\’s begining to get to me

Memória Descritiva

 

Antes de mais, queria salientar que o objectivo do trabalho centra-se na construção de uma composição visual a partir de uma música, utilizando os Elementos Básicos da Comunicação Visual (ponto, linha, textura, contorno, direcção, tonalidade, cor, escala, dimensão e movimento), organizados segundo as Técnicas de Comunicação Visual que achar necessárias utilizar.

 

Na minha perspectiva, a composição visual criada apresenta as seguintes Técnicas de Comunicação Visual: Instabilidade, Espontaneidade, Actividade, Profusão, Profundidade e Acaso, ainda que, algumas estejam presentes em partes específicas da composição.

 

A técnica de comunicação visual Instabilidade, reflecte-se no quadro geral da composição, fazendo a relação com o sentimento que a música transmite, nomeadamente no instrumental.

A posição que cada “personagem” visual ocupa no espaço de forma volúvel transmite-nos a técnica, onde o factor linha associado á música desempenha um papel muito importante.

Pela observação de cada elemento, percebe-se que houve o cuidado de transmitir a linha oblíqua: a inquietação, o movimento, provocação.

Representações de linha: a linha curva, transmite o calor, a emoção; a linha ascendente: esperança, alegria; linha descendente: tristeza, declínio; linha recta: a ordem.

 

Em relação à técnica Profusão, refere-se à riqueza musical directamente espelhada na composição visual com uma série de elementos de formas básicas, geralmente circulares, bem definidos, que ganham significado próprio quando combinados com a cor e textura.

A cor predominante é o azul: revela a sensação de refrescante, salubridade, estimulante. (palavras-chave na música: “sea”, “cold”, “icy”, “frozen”)

Por várias vezes aparece associada ao branco – paz e serenidade – e ao preto – pesado, obscuro.

A ligação não foi feita ao acaso, procurou-se dar a sensação de invasão, onde preto e cinza tomam a forma de negativo, invadindo, por vezes toda a forma ou parte dela, num contraste entre a melancolia, nostalgia no racional e natural, – “It’s Begining to get to me” – num entrelaçado de cores e formas, onde todas as personagens pictóricas tomam o valor de emoções e sentimentos.

A textura também reflecte o “It’s begining get to me” por assim dizer, quando apresenta em partes da composição um aspecto mais rugoso a afectar o outro espaço da imagem.

 

A respeito da técnica Espontaneidade, apresenta-se no tom descontraído, relaxante, impulsivo da música representado por pequenas formas rectangulares oblíquas, umas mais pequenas outras maiores e pontos cheios, sem qualquer direcção ou sentido, ao acaso revelando liberdade e movimento, plenos de acção.

 

Quanto á técnica Actividade revela-se em toda a composição. A música é estimulante e toda ela movimento, assim como a composição, não só pelas “nuvens” que por si só dão a sensação de actividade, mas também por todas as formas, nomeadamente as circulares e o modo como estão dispostas. As “moons” ou “rings” em várias direcções ascendentes e descendentes, explicadas acima pelo factor linha, reafirmam movimento.

 

A escolha da técnica Profundidade relaciona-se perfeitamente, tanto a nível musical como a nível visual. A profundidade da música para mim é clara, notória ao longo da memória descritiva, tem significado, tem sentido. Ora, as variadas formas circulares sobrepostas são muito mais que formas, são a profundidade da música, a sua perspectiva, camada sobre camada, além do espaço de fundo – as “nuvens” (céu) – remete para o infinito, o profundo.

 

Por fim, a técnica Acaso (“No one knows what this fight’s about”) está presente em toda a composição, contudo concentra-se mais em dois espaços particulares, onde existe um amontoado de “rings” que se interligam, com diferentes direcções, dimensões, cores, espalhados de forma aleatória revelando movimento, liberdade, naturalidade.

(frases-chave: “Saturn ring’s”, “icy loop around me”)

 

Nota: Professor, a descrição dos elementos básicos e técnicas está introduzido ao longo do texto. Pareceu-me a forma mais fácil de expressar o significado da comunicação visual. Qualquer problema, feedback.

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Seal – Kiss From a Rose

 

kiss from a roseKIss From a Rose – Piano Instrumental

 

Memória Descritiva

 

Como introdução queria salientar que o principal objectivo no decorrer da construção deste trabalho foi estabelecer uma interligação imediata entre o que se ouvia, a música, e o que se representava, a imagem, utilizando os elementos básicos de comunicação visual, assim como as Técnicas de Comunicação Visual.

 

Na minha perspectiva, as técnicas de comunicação visual presentes na composição são: Variação; Ênfase; Difusão; Simplicidade; e Profundidade.

 

A técnica de comunicação visual, Variação reflecte-se, na música, nas constantes variações no tom instrumental. A simultaneidade de agudos e graves com pequenas alternâncias conferem a expressão á música.

 

Na interpretação visual, a ideia foi representar formas rectangulares mais finas e outras mais grossas, percorrendo as suas diferentes escalas com intuito de conferir o sentimento de variação e diversificação à imagem, tornando-a moldável e activa. É como se alguém estivesse a pressionar as teclas de um piano a um determinado ritmo.

 

Quanto á técnica Ênfase, regista-se quando há um determinado momento em que existe o “auge” da música, o refrão, em que há um som mais forte e único.

 

Na reprodução da imagem escolhi a utilização de algo que sobressaísse no resto do plano. Assim, escolhi uns fragmentos vermelhos, as “pétalas”, fazendo a analogia com o título da música (“kiss from a rose”), tornando-a elemento preponderante de observação, transmitindo o sentimento de destaque. É uma transmissão da “personagem” para aquele mundo, onde a cor vermelha representa um papel importantíssimo. Estas “pétalas” estão em muito relacionadas com a técnica seguinte.

 

A respeito da técnica Difusão, o sentimento e a suavidade estão implícitos no género melódico da música e, até pelo próprio instrumento musical, o piano. Penso que a imprecisão é evidente, entre tons baixos e altos, entre graves e agudos. O calor pode ser interpretado de formas diferentes. O que foi transmitido para a imagem foi exactamente isto.

 

A partir das “pétalas” deu-se uma forma de propagação aleatória pelo todo, sem atenção á forma ou espaço. Há uma certa invasão da cor vermelha no espaço dominado pela cor escura que remete para a melancolia musical.

 

A escolha da técnica Simplicidade, não está ligada ao factor sentimental, mas à forma como a música está ordenada e como se absorve facilmente mesmo quando se ouve pela primeira vez.

 

Procurou-se manter as mesmas formas geométricas, conferir um certo equilíbrio e coerência visual à composição com rectângulos e “calotas de gelo” bem definidos, contudo com dimensões diferentes sem grandes ornamentos ou efeitos, simples.

 

 Em relação á técnica Profundidade, está presente ao longo da música, quer no instrumental pelos timbres mais ou menos longos, fracos e fortes, quer pelo próprio sentimento que a música transmite.

 

Na composição visual procurou-se transmitir a ideia de profundidade, onde as “calotas de gelo” objectivam um papel chave ao dar a sugestão de dimensão, algo que ultrapassa qualquer obstáculo, reúnem-se num centro comum caracterizado pela concentração de “pétalas” para conferir a ideia que alguma coisa existe para além do visível.

 

Na minha perspectiva, elementos básicos de comunicação visual presentes na interpretação visual são: Cor, Linha, Ponto, Movimento e Dimensão.

 

O elemento básico Cor possui as cores neutras preto e branco que reflectem melancolia musical, a obscuridade e solidão que a música demonstra e até o seu ritmo sereno e tranquilo. A cor vermelha, além de fazer a analogia com o título musical (Kiss From a Rose – rosa, cor vermelha), representa o ponto mais forte, no auge da música, a liberdade e o calor entre a melancolia.

 

Em relação á Linha, toma várias formas, com intuito de indicar várias acções. Geralmente são representadas por linhas rectas, contínuas revelam a ideia de continuidade, de invariável. Representam triângulos e rectângulos. No interior das “calotas de gelo” optou-se por uma linha mais grossa para dar a ideia de textura, simbolizando a transição de timbres baixos para timbres altos e mais fortes.

 

O elemento básico Ponto é usado nas “pétalas”, onde estão vários consagrados num, sem dar importância á forma, querendo um movimento disperso, abstracto e propagador. A cor é um factor importante no ponto, porque lhe confere a personalidade desejada.

 

Quanto ao elemento básico Movimento, está presente ao longo da interpretação musical, nas linhas e formas, nas “pétalas” que propagadas pela interpretação dão a ideia de estarem a esvoaçar.

 

No caso da Dimensão difere na largura das formas rectangulares simbolizando os tons mais longos e tons mais curtos, dando um certo movimento á interpretação visual.

 

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